Modelos de remuneração em saúde: Unimed Uberlândia apresenta Programa Valoriza  

No segundo dia do Fórum Unimed Ferj, em 13 de setembro, a palestra ‘Modelos de Remuneração Baseados em Valor: Sustentabilidade no Cooperativismo Estratégico’ foi conduzida pelo diretor de Provimento da Unimed Uberlândia, Paulo Sérgio de Freitas. O palestrante apresentou a experiência da Singular com o Programa Valoriza, um modelo de remuneração variável desenvolvido para alinhar os interesses dos médicos cooperados aos objetivos estratégicos da cooperativa.  

Estruturado em três pilares — Coletivo (IU), Indicador Geral (NPS) e Indicadores de Qualidade Assistencial (IQA) —; o programa busca incentivar a eficiência na gestão dos recursos, estimular a qualidade no atendimento e garantir sustentabilidade econômico-financeira. Durante a explanação, Freitas ressaltou que o projeto foi criado para substituir o tradicional modelo de pagamento por serviço (Fee for Service), privilegiando a qualidade, a eficiência e os resultados em saúde. Segundo o médico, o engajamento dos cooperados foi essencial para superar resistências iniciais e consolidar o modelo como diferencial competitivo da Unimed Uberlândia. 

“O programa representa uma mudança cultural importante para a nossa cooperativa. Ele aproxima o médico cooperado, permitindo que participe ativamente dos resultados e receba de acordo com o desempenho coletivo. Se a sinistralidade é alta, por exemplo, o retorno é menor. O grande desafio está em superar o modelo tradicional de pagamento por procedimento e envolver o cooperado em uma lógica baseada em desfechos e sustentabilidade. Quando o médico entende seus resultados e percebe que sua remuneração está ligada à performance da cooperativa, criamos as condições necessárias para garantir o futuro do nosso modelo”, explicou o especialista. 

Atualmente, o programa movimenta cerca de R$ 50 milhões, com impacto direto na remuneração dos cooperados e na melhoria da assistência prestada aos beneficiários. Entre os critérios de avaliação estão indicadores de permanência hospitalar, reinternação em até 30 dias e custo médio do atendimento eletivo. 

Além disso, Freitas destacou sobre a importância de programas voltados para linhas de cuidado específicas, como saúde do idoso, saúde mental, oncologia, pediatria e atenção ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforçando o papel do cooperativismo na oferta de serviços completos à comunidade. Ao encerrar, o diretor enfatizou que o conhecimento e a participação ativa dos cooperados são fundamentais para que o modelo siga evoluindo. “Não há outra forma de avançar além do conhecimento. O cooperado precisa estar ao lado da cooperativa para que grandes transformações sejam possíveis”, concluiu. 

Confira aqui e assista a entrevista com o Paulo Sérgio de Freitas.