Verticalização: Mais valor assistencial e melhores resultados para operadoras e pacientes 

No atual cenário desafiador da saúde suplementar, a verticalização se consolida como uma estratégia essencial para assegurar a sustentabilidade das operadoras e a qualidade no atendimento. Durante sua palestra no Fórum Unimed Ferj, em 13 de setembro, o diretor regional da MedSênior, Carlos Lobbé, explicou como o modelo adotado por sua instituição tem sido determinante para atender à população, com ênfase no envelhecimento saudável. Com 15 anos de atuação, 45 unidades próprias e presença em sete estados, a MedSênior se firmou como referência em assistência integrada, alcançando a 6ª posição no Brasil em resultado operacional. 

Em sua apresentação, o médico e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) destacou que a verticalização deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma necessidade para enfrentar os desafios do setor, onde a sinistralidade média é de 81,1% e a população apresenta renda média de R$ 1.518,00. Nesse contexto, o modelo surge como uma estratégia para reduzir custos e agregar valor assistencial, integrando serviços de saúde que vão da prevenção ao cuidado paliativo. A MedSênior aplica essa abordagem com foco na geriatria, medicina de família e gestão do envelhecimento, investindo em unidades próprias e mantendo mais de 30 hospitais credenciados, o que garante flexibilidade para atender às diversas demandas de seus pacientes. 

A relevância da verticalização do cuidado também foi um dos pontos centrais da palestra. “Na MedSênior, mantemos o compromisso de verticalizar o cuidado. A integração das equipes de saúde é fundamental para oferecer um atendimento contínuo e de qualidade. Essa prática possibilita reduzir desperdícios, otimizar custos e assegurar que cada paciente seja tratado de forma integral e personalizada”, ressaltou Carlos Lobbé. 

Exemplos de grandes referências do setor, como Bradesco Saúde e SulAmérica, foram mencionados com suas estratégias de expansão apoiadas pela verticalização. Essas aquisições e fusões fazem parte de um movimento mais amplo voltado à redução de desperdícios e ao aumento da eficiência operacional, refletindo a necessidade de adaptação das operadoras às exigências do mercado. 

“A verticalização não é um modismo, mas uma necessidade estratégica para o futuro das operadoras de saúde. A integração dos serviços e a gestão de doenças estão entre os elementos centrais para elevar os resultados financeiros e assistenciais. Ao alinhar as linhas de cuidado e reduzir desperdícios, essa ferramenta gera valor tanto para o paciente quanto para a instituição, fortalecendo a coordenação do cuidado”, concluiu Lobbé. 

Assista aqui a entrevista com o Carlos Lobbé.